Doença articular autoimune

Artrite Reumatoide

Uma inflamação crônica das articulações que pode ser controlada — e o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Artrite Reumatoide

A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença autoimune sistêmica que ataca principalmente a membrana sinovial que reveste as articulações, causando inflamação persistente. Se não tratada, pode levar à destruição progressiva da cartilagem, deformidades e perda funcional. Afeta cerca de 0,5% a 1% da população mundial, com predomínio em mulheres, geralmente entre 30 e 60 anos.

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Sintomas

  • Dor e rigidez articular, especialmente pela manhã (rigidez matinal > 1 hora).
  • Inchaço e sensibilidade em articulações pequenas (mãos, punhos, pés), geralmente de forma simétrica.
  • Fadiga persistente, febre baixa e perda de apetite em períodos de atividade da doença.
  • Com o tempo: deformidades como desvio ulnar dos dedos e 'dedos em pescoço de cisne'.
  • Manifestações extra-articulares: nódulos reumatoides, olhos e boca secos, comprometimento pulmonar ou cardiovascular.
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Causas e fatores de risco

  • A causa exata é desconhecida, mas envolve predisposição genética (genes HLA-DR4/DR1) somada a gatilhos ambientais.
  • Tabagismo é o principal fator ambiental modificável e aumenta significativamente o risco.
  • Infecções virais e alterações do microbioma intestinal/oral também são estudadas como gatilhos.
  • Hormônios sexuais explicam em parte a maior frequência em mulheres.
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Como é feito o diagnóstico

  • Avaliação clínica detalhada por um reumatologista.
  • Exames de sangue: fator reumatoide (FR), anti-CCP (mais específico), VHS e PCR (inflamação).
  • Exames de imagem: radiografia, ultrassom articular e ressonância magnética para detectar erosões precoces.
  • Critérios de classificação ACR/EULAR 2010 auxiliam na confirmação.
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Tratamento

  • Objetivo: remissão ou baixa atividade da doença o mais rápido possível ('treat to target').
  • DMARDs sintéticos convencionais: metotrexato (primeira linha), leflunomida, sulfassalazina, hidroxicloroquina.
  • DMARDs biológicos: anti-TNF (adalimumabe, etanercepte), anti-IL-6, anti-CD20, entre outros.
  • DMARDs sintéticos alvo-específicos (inibidores de JAK): tofacitinibe, baricitinibe, upadacitinibe.
  • Corticoides em doses baixas por curtos períodos, especialmente em crises.
  • Fisioterapia, terapia ocupacional e exercícios regulares são fundamentais.
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Viver bem com AR

  • Pare de fumar — é o fator individualmente mais impactante na evolução.
  • Mantenha atividade física regular: caminhada, hidroginástica, pilates e musculação orientada.
  • Durma bem: a fadiga é um sintoma real e o descanso de qualidade reduz a inflamação.
  • Alimentação anti-inflamatória (padrão mediterrâneo) ajuda a controlar sintomas.
  • Cuide da saúde mental: ansiedade e depressão são comuns e devem ser tratadas.
  • Vacinação em dia é especialmente importante para quem usa imunossupressores.

Você sabia?

Estudos mostram que iniciar o tratamento nos primeiros 3 a 6 meses de sintomas — a chamada 'janela de oportunidade' — aumenta em muito as chances de remissão e reduz o risco de deformidades permanentes.

Imuno.

Conteúdo educativo sobre Artrite Reumatoide e Lúpus Eritematoso Sistêmico, criado para pacientes, familiares e profissionais de saúde.

Aviso importante

Este site tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Procure sempre um reumatologista.

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